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Mercado financeiro

Quanto custa o conselho
que você recebe?

Comissão, percentual sobre o patrimônio ou mensalidade. A forma de pagar pelo seu conselho financeiro também merece uma boa conversa.

Veleiro em mar aberto, visto de cima.
Clareza sobre o caminho também começa por entender o custo da viagem.

Quando alguém ajuda você a investir, existe um serviço sendo remunerado. Mesmo quando nenhuma cobrança aparece separadamente na sua conta. Entender de onde vem essa remuneração ajuda a avaliar o custo — e os incentivos — de cada relação.

01 / O modelo de cobrança

Quem paga a conta? E como ela chega até você?

Assessoria e consultoria de investimentos são atividades diferentes. O assessor atua ligado a um intermediário na distribuição de investimentos. O consultor presta orientação individualizada. A proposta comercial e o contrato precisam deixar claro o serviço contratado e sua remuneração.

01

Comissão na distribuição

A remuneração pode vir do intermediário e variar conforme o produto ou a operação. O custo pode estar embutido nas condições do investimento, em vez de aparecer como uma mensalidade separada.

02

Percentual sobre o patrimônio

Uma taxa incide sobre o valor definido no contrato. Para uma mesma porcentagem, um patrimônio maior representa uma cobrança maior em reais.

03

Valor fixo pelo serviço

O cliente paga um valor combinado pelo escopo contratado. É importante entender o que está incluído, como o preço é reajustado e quando pode mudar.

02 / Colocando em perspectiva

Uma taxa pequena pode ser uma conta grande.

Sobre R$ 1 milhão, uma taxa de 1% ao ano representa R$ 10 mil por ano, ou aproximadamente R$ 833,33 por mês. Explore outros valores para entender a ordem de grandeza.

Faça a conta

Uma porcentagem.
Um valor bem concreto.

Veja quanto uma taxa anual representa no seu patrimônio.

Use o valor sobre o qual a taxa é cobrada.

1,00%
Custo por anoR$ 10.000,00
Equivalente por mêsR$ 833,33

Patrimônio × taxa anual. O equivalente mensal é o total dividido por 12; não representa necessariamente a forma de cobrança do contrato. A simulação não considera variação do patrimônio, rentabilidade, impostos ou outros custos. A faixa de taxas é ilustrativa.

03 / Além do preço

A forma de cobrar também cria incentivos.

Se produtos diferentes remuneram de formas diferentes, pode existir um incentivo para recomendar o que paga mais ao distribuidor. Isso não prova que uma recomendação seja inadequada, mas torna a transparência especialmente importante.

Na cobrança sobre o patrimônio, a receita cresce com a base cobrada. Vale entender como o serviço acompanha esse crescimento e como são tratadas decisões que reduzem o patrimônio sob orientação, como quitar uma dívida ou comprar um imóvel.

Uma mensalidade fixa facilita enxergar o preço do serviço. Ainda assim, o valor precisa fazer sentido para a complexidade da sua vida financeira e para o atendimento entregue. Nenhum modelo, sozinho, substitui qualidade, transparência e responsabilidade.

O preço é uma parte da decisão.

Entender o que ele incentiva é outra.

04 / Uma conversa que vale ter

Antes de contratar, pergunte.

  1. Quanto vou pagar em reais, considerando todos os custos?
  2. Quem remunera o profissional ou a empresa que me atende?
  3. A remuneração muda dependendo do produto recomendado?
  4. Qual patrimônio entra na base de cálculo e com que frequência?
  5. O que o serviço inclui, e como posso encerrar o contrato?

Custos dos produtos, tributos e despesas de negociação podem existir além do preço da assessoria ou consultoria. Peça uma visão completa e compare propostas com o mesmo escopo.

Fontes e referências

Material educativo da Endurant. Os exemplos são ilustrativos e não representam uma proposta comercial ou recomendação de investimento.

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